PIX e e-Financeira para MEI e pequeno negócio — o que mudou em 2025

PIX e e-Financeira para MEI e pequeno negócio — o que mudou em 2025

A Receita Federal passou a receber informações sobre movimentações em PIX e outras transações por meio da e-Financeira. Para MEI e pequeno negócio, uma regra ganhou destaque em 2025: movimentação acima de R$ 15 mil por mês passa a ser reportada automaticamente. Neste texto, explicamos o que mudou na prática e o que você pode fazer para manter tudo em ordem.

O que é a e-Financeira e o que ela envia à Receita?

A e-Financeira é o envio eletrônico de dados financeiros pelas instituições (bancos, fintechs) à Receita Federal. Entre as informações transmitidas estão movimentações em conta corrente, PIX (enviado e recebido), aplicações e outros eventos. O objetivo é cruzar o que a Receita já recebe (declarações, notas fiscais) com o que de fato entrou e saiu das contas.

Para o MEI e o pequeno negócio, isso significa que não adianta deixar de declarar e achar que o valor “some”: os bancos informam as movimentações. O limite de R$ 15 mil/mês virou referência para envio e para orientação de contadores e da própria Receita sobre separação de contas.

Por que separar conta pessoal da conta da empresa?

A Receita e os contadores recomendam há tempo que MEI e pequenos negócios tenham conta bancária (e PIX) exclusiva para a empresa. Com a e-Financeira, essa recomendação ganha peso:

  • Comprovação de faturamento — o que entra na conta da empresa bate com o que você declara e emite em nota.
  • Menos mistura — pagamentos pessoais (supermercado, combustível pessoal) não aparecem no mesmo “caldeirão” que os recebimentos e pagamentos do negócio.
  • Tranquilidade na fiscalização — em eventual cruzamento de dados, fica claro o que é atividade empresarial e o que é uso pessoal.

Se hoje você usa uma conta só para tudo, vale planejar a abertura de uma conta PJ ou pelo menos uma conta separada para movimentação do negócio e ir migrando os recebimentos e pagamentos aos poucos.

O que fazer na prática?

  1. Organize os registros — mantenha controle do que entra e sai (planilha ou sistema). Assim você consegue explicar e comprovar faturamento e despesas.
  2. Separe contas — se ainda não fez, abra conta para o negócio e passe a receber e pagar pelo CNPJ (ou conta dedicada) o que for da empresa.
  3. Emita nota fiscal — para o que for faturamento do MEI ou da empresa, emita a nota. O cruzamento com a e-Financeira tende a priorizar quem declara e emite em dia.
  4. Converse com seu contador — ele pode orientar sobre o limite de R$ 15 mil, o que declarar e como organizar seus comprovantes.

O Sigeflex oferece gestão financeira, contas a pagar e a receber e integração com documentos fiscais, ajudando a manter controle e relatórios alinhados ao que a Receita passa a enxergar. Se quiser conhecer, acesse o site ou a documentação.